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Jovens da Zona Azul serão acolhidos pela Patrulha

O presidente da Patrulha Ju­venil, João Carlos dos Santos, disse que a Zona Azul vai continuar exis­tindo, pois hoje não há como retro­ceder, uma vez que o comércio já se habituou a esse sistema. De uma forma conjunta, temos que buscar uma saída que contemple os jovens, o usuário e o comerciante que de­pende das vagas rotativas na região central, disse João Carlos. Ele procurou tranqüilizar os adolescentes e seus familiares di­zendo que a mudança futura não tra­rá prejuízo aos adolescentes. A idéia é que os recursos superavitários do novo sistema de gestão da Zona Azul, que ainda será criado, seja revertido para novos programas da Patrulha Juvenil. Zona Azul deve mudar, mas jovens aprendizes não ficarão desamparados, diz João Carlos- Garça (SP), 01 a 05 de Abril de 013 João Carlos dos Santos: de uma forma conjunta, temos que buscar uma saída que contemple os jovens, o usuário e o comerciante. Depois de matéria publicada por A SEMANA na edição nº 106 (de 11 a 15 de março) e de repor­tagem veiculada pela TV TEM , afiliada da Rede Globo, na última quarta-feira, 3 de abril, o assunto Zona Azul passou a ser um dos principais temas nas conversas en­tre os garcenses. Na matéria da TV, a man­chete principal foi 70 jovens que trabalham na zona azul de Garça, SP, vão ficar sem emprego, o que provocou apreensão por parte dos jovens aprendizes e seus familia­res. Tudo por causa de um parecer do Ministério Público do Traba­lho, que classifica como irregular o emprego de menores com idade na comercialização de cartelas de Zona Azul. Por isso, o empresário João Carlos dos Santos, presidente da Patrulha Juvenil de Garça, entida­de administrada pelo Lions Clube e responsável pelo serviço de Zona Azul na cidade, convocou a impren­sa na tarde da quinta-feira, 4, para fazer alguns esclarecimentos por meio de uma entrevista coletiva. Ensino profissionalizante — Du­rante a entrevista coletiva, João Carlos explicou que a Patrulha Ju­venil tem como carisma principal a profissionalização dos adolescen­tes e que conta com três progra­mas: a Socioaprendizagem a Casa Abrigo - que oferece moradia para crianças e adolescentes em situa­ção de risco social- e a Inserção no Mundo do Trabalho. A Zona Azul faz parte, se­gundo ele, desse terceiro pro­grama da Patrulha e existe há 12 anos. Atualmente, 70 adolescentes aprendizes atuam nas ruas do cen­tro da cidade, efetuando a venda de cartelas para amenizar o problema da falta de vagas para estaciona­mento, devido à baixa rotatividade dos veículos. Para tanto, a Patrulha promove treinamentos constantes aos adolescentes. Além da socia­lização dos jovens, o propósito principal é evitar que os mesmos fiquem ociosos e sujeitos à margi­nalidade, de forma que sejam cria­das oportunidades de ingressarem no mercado de trabalho e contribu­írem com a renda familiar. Trata­-se de um trabalho educativo, sem fins lucrativos, baseado no artigo 68 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Os jovens in­seridos neste programa possuem registro em carteira, com todos os seus direitos garantidos pela Lei nº 10.097. O público alvo atendido, segundo João Carlos, são adoles­centes de 14 anos completos a 18 anos, que obrigatoriamente fre­quentem a escola ou que já tenham concluído o Ensino Médio. Apesar de tudo isso, com a mudança na legislação, a Patrulha Juvenil terá que mudar o atual fun­cionamento da Zona Azul, buscan­do outras alternativas para inserir esses jovens em seu quadro. Uma dessas alternativas poderá ser a in­talação de equipamentos eletrôni­cos de controle de estacionamentos, os parquímetros. Mas o assunto ain­da depende de reuniões envolvendo a Patrulha e outros segmentos da sociedade como as autoridades de trânsito, a Patrulha Juvenil, a As­sociação Comercial e Industrial, a Prefeitura e a Câmara Municipal. Jovens não ficarão desampara­dos — O presidente da Patrulha Juvenil disse que a Zona Azul vai continuar existindo, pois hoje não há como retroceder, uma vez que o comércio já se habituou a esse sistema. De uma forma conjunta, temos que buscar uma saída que contemple os jovens, o usuário e o comerciante que depende das vagas rotativas na região central, disse João Carlos. Ele procurou tranquilizar os adolescentes e seus familiares di­zendo que a mudança futura não trará prejuízo aos adolescentes. A idéia é que os recursos superavitá­rios do novo sistema de gestão da Zona Azul, que ainda será criado, seja revertido para novos progra­mas da Patrulha Juvenil que pos­sam beneficiar esses jovens e seus familiares, mantendo seu vínculo com a entidade. Dentro da lei — João Carlos des­tacou que, no tocante à Zona Azul, atualmente, a Patrulha Juvenil de Garça trabalha em conformidade com a lei. Porém, segundo ele, é preciso se antecipar, buscando al­ternativas adequadas à faixa etária dos jovens, que sejam condizentes com as mudanças da legislação. Então, o que nós queremos é pen­sar lá na frente e nos anteciparmos a possíveis situações futuras que venham criar qualquer tipo de difi­culdade na operação desenvolvida pela Patrulha junto aos jovens que participam desse programa, esti­mou o empresário. Os jovens inseridos na Zona Azul possuem registro em carteira, com todos os seus direitos garantidos pela Lei nº 10.097.
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Garça/SP, 10 de junho de 2024.

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Garça/SP, 10 de junho de 2024.

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